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Caracterização Histórica de Faro do Alentejo

10/08/2010

O nome da Freguesia de Faro do Alentejo advém do seu fundador, D. Estêvão de Faro, destacada figura do tempo dos nossos monarcas filipinos, comendador de inúmeras terras da Ordem de Cristo, vedor da Fazenda da Índia e depois de África e conselheiro de Estado. Filho de D. Dinis de Faro e de D. Luísa Cabral, herda da sua mãe a Herdade de S. Luís das Asssentes, situada a quatro quilómetros a sudoeste da, então à Época, grande aldeia de Cuba, e que fazia parte integrante do termo de Beja. A 5 de Dezembro de 1617, recebe de D. Filipe II o título de 1.º Conde de Faro e autorização para fundar a Vila, não sem antes ter consultado a “cidade de Beja e mais partes”, que não se terão oposto.

A realidade anterior à fundação da então Vila de Faro do Alentejo é desconhecida. Não será, contudo, despropositado pensar que muitos dos trabalhadores rurais já habitavam na Herdade. O senhor do Lugar, D. Estêvão de Faro, providenciou o chão para que se construísse o Rossio e o Logradouro. A doação dos terrenos à Câmara e ao Povo foi formal e do ato foi lavrado um documento datado de 1626. Assim, no topo da suave inclinação onde se estendem os arruamentos, abre-se o Rossio, depois designado pelo redundante nome de Largo da Praça.

Nele se concentraram os poderes civis, a Casa da Câmara, onde se situava a prisão e logo junto da casa do carcereiro, no meio da praça, o pelourinho. Todas estas estruturas foram desaparecendo irremediavelmente, após Faro do Alentejo ter perdido o seu estatuto concelhio, ficando incorporado no Município de Cuba, a partir de 1872. A proposta atual Junta de Freguesia e um Centro de Dia sobrepõem-se, agora, aos antigos Paços do Concelho.

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