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Cuba nos Séc. XVI e XVII

13/08/2010

A expansão do tecido urbano da actual Vila de Cuba teve o seu apogeu durante o Século XVI, devido à acrescida importância social reflectida na construção do Paço do Infante e de outras nobres residências na Região. Toda esta significativa evolução urbana, contribuiu para a decisão de se erigir uma nova Igreja, condigna, que substituisse a antiga Capela de S. Vicente, ainda que esta, como é evidente, tenha recebido obras cíclicas de renovação/ampliação desde que foram instituída no Século XIII.

O crescimento urbano do Século XVI é perceptível na implementação de Ermidas, construídas junto às vias, nas extremidades do povoado, colocando-se as suas entradas sob a protecção daqueles santos padroeiros. Alguns ainda subsistem, como a Ermida de S. Pedro, junto à artéria que segue para a Quinta de Nossa Senhora da Esperança, a Ermida de S. Brás e a Ermida de S. Sebasteão, próximo da estrada que segue para Alvito, num local que D. Sebasteão havia adquirido para terreiro público.

Já nos meados do Século XVII, é fundada, na povoação, um recolhimento de religiosas da Terceira Ordem de Penitência do Carmo, por iniciativa de um casal, Pedro Fialho e Maria Lopes, pessoas de posses e sem descendentes, devotos de Nossa Senhora do Carmo. A criação deste espaço religioso assumiu-se como um importante marco na definição da malha urbana da actual Vila de Cuba.

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