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Grupo de Violas Campaniças atua esta quarta-feira na BMC

8/07/2015

MOCOS DUMA CANAA viola campaniça, instrumento musical de cordas de arame, em tempos muito vulgar no Baixo Alentejo, estava, há duas décadas atrás, em vias de extinção. Descoberta pela curiosidade do Dr. Colaço Guerreiro, da Cortiçol (Cooperativa de Informação e Cultura, de Castro Verde), veio a tornar-se, desde então, pela sua tenacidade, o instrumento de eleição da música popular nos concelhos de Castro Verde, Ourique e Odemira, zonas onde antigamente pontificava nas manifestações de índole popular (bailes, feiras, mastros, despiques e baldões, convívios, etc.). 

Finalmente, há cerca de 12 anos atrás, a Escola Secundária de Castro Verde, por iniciativa de José Abreu, natural de Cuba e professor de Educação Tecnológica, criou uma turma de violas campaniças, onde os alunos constroem os seus próprios instrumentos e aprendem a tocá-los, pela batuta do jovem David Pereira.

Este projeto cultural, criado em 2005 em parceria pela Câmara Municipal de Castro Verde, Junta de Freguesia e Cooperativa Cortiçol, veio a dar plenos frutos no ano de 2013, com a atuação da jovem turma (cerca de 12 rapazes com idades entre os 15 e os 18 anos) por todo o Alentejo e região da Grande Lisboa (Casa do Alentejo, associações culturais e até a Assembleia da República), sendo constantes as solicitações que chegam de vários pontos do País.

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